26.6.11

coautoria

Posso sentir teus olhos sobre cada tecla, a digitar quase um instante antes de mim. A nossa linguagem é esta, metáfora dela mesma, transbordada no ser. O corpo pode dizer o contrário, mas vive longe daqui. Aqui a palavra reina, é nossa, o dia a dia não alcança, não corrompe, não desfaz. O tempo tem outro ritmo nestas linhas. Ele não corre. Não anseia. O tempo é. Aqui o eterno pode vingar, porque não há mundo. Olha! Não há mundo, pra onde quer que olhemos. Há desertos de letras. Escrevamos.

4 comentários:

  1. Contribuindo como sempre a esse maravilhoso "deserto de letras".

    Beijao

    Roy

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  2. A literatura é um refúgio, então?

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  3. Ma-ra-vi-lho-so. Lispector que se cuide!

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  4. Sabe como eu gosto de sua maneira de se expressar... Sinto as letras fluírem de maneira mais leve. Vamos olhar, vamos sim escrever! Um beijo!

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não se nasce mulher, torna-se mulher [simone de beauvoir]