Quanta vida vai de mim
sem mim.
Machuquei-me hoje e ninguém viu.
16.4.10
13.4.10
agenda
Vou escrever devagar, cada dia um pouco, uma hora nos pensamentos, outra hora no papel, última hora na tela em branco, imagem a se preencher de mim.
Porque é de mim que escrevo.
Não minto, não disfarço, não juro para os olhos que me embaraçam. Escrevo de mim e em mim está o mundo, afinal. Escrevo de você.
Você lê e sabe. Você lê e responde. Você lê e somos.
A escrita é compromisso imposto por eu.
Porque é de mim que escrevo.
Não minto, não disfarço, não juro para os olhos que me embaraçam. Escrevo de mim e em mim está o mundo, afinal. Escrevo de você.
Você lê e sabe. Você lê e responde. Você lê e somos.
A escrita é compromisso imposto por eu.
8.4.10
o tamanho do tempo
Conto o tempo pela ânsia. Tudo que quero fazer hoje tem de caber no hoje, não importa quantas horas hoje tenha de durar. Desistir de algo por falta de tempo me dói como nem ter chance de ir. Desistir é duro. Necessário e duro.
Desistir é liberdade também.
Então, quando desisto, caminho na chuva, pisco pro espelho, agradeço. Tropeço na ânsia. Vou.
Tenho certeza: eu não caibo na minha vida.
Desistir é liberdade também.
Então, quando desisto, caminho na chuva, pisco pro espelho, agradeço. Tropeço na ânsia. Vou.
Tenho certeza: eu não caibo na minha vida.
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não se nasce mulher, torna-se mulher [simone de beauvoir]