28.9.07

boquiaberta

ô, gente, será que mandinga em blog é quente mesmo ou esta criatura sardenta continua irresistível??

hihihi

lov u, Caio.

26.9.07

com certeza o meu último romance



Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes de um mês
Eu já não sei

E até quem me vê
Lendo jornal
Na fila do pão
Sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
Que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor
A gente é quem sabe, pequena

Ah vai!
Me diz o que é o sufoco
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
Eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê
Deve não ser
Você me falou
Pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor

E só de te ver
Eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar

Ah vai!
Me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora
Pego carona
Pra te acompanhar



Bem sei que é uma tremenda covardia apelar para a música mais importante da minha vida em um momento como este, mas espero que todos entendam que se trata praticamente de uma serenata, embaixo da janela, sob a luz da lua, com todas as desafinações e lágrimas de que tenho direito. Portanto, quem sabe a letra fique à vontade para fazer coro e aproveitar para me dar uma força.

Já fiz isso uma vez, gravei em uma fita e enviei. Não custa tentar de novo. Aliás, nada custará demais. Uma vida inteira está nesta página, ao alcance dos teus olhos. E uma vida inteira vale qualquer coisa.

Porque não é simplesmente uma música. É uma promessa.

20.9.07

idolatrias minhas

É realmente muito triste quando nossos ídolos nos decepcionam. Costumamos agüentar cada coisa de cada um, mas de certas pessoas... Não dá.

E ídolo é algo maluco em nossa vida. Pode ser gente de carne e osso como pai e mãe e pode ser gente que só vemos na TV, como a Britney Spears. Pois é. Tenho uma amiga que é fãzona da Britney. E a minha amiga não é doida, não. Mas ela curte a Britney. Muito. E ela vive tentando dar uma tapeada no monte de besteiras que a moçoila apronta por aí. E ela até consegue me comover, porque eu acredito muito no poder que o quarteto do mal mídia-fama-consumo-dinheiro tem de enlouquecer um ser humano. Com a Britney não seria diferente e ela comprova a sua frágil humanidade dia após dia diante de todos nós. E ta aí o resultado no VMA 2007. Poor girl. Compartilharei a dor de minha amiga e também não darei o link do vídeo no youtube. Procurem vocês, se quiserem. Assistam. Mas por favor, não dêem risadas em vão. É triste, é doloroso, é cruel. E a Britney é apenas uma amostra do que vem por aí.

Relação de fã com ídolo é isso mesmo. A gente ama porque se espelha e, quando algo dá errado, assumimos parte da culpa. Sempre tentamos disfarçar nossas decepções. Sempre tentamos provar que temos algo a ver com o nosso próprio sofrimento. Sempre procuramos aliviar a barra de quem queremos bem. E não sou eu quem vai admitir que tem muito de vaidade e egoísmo nessa piedade toda, afinal, ninguém quer mostrar para os outros que foi traído, ninguém quer baixar a guarda para a humilhação, ninguém quer assumir que se enganou. Seria ótimo se a Britney desse a volta por cima, reconquistasse o Justin e ambos voltassem a ser o supra-sumo do pop. Lavaria a alma dos fãs. Faria a minha amiga sorrir novamente. Só que isso provavelmente não acontecerá. Assim como a Britney não será, certamente, o pior baque da vida de ninguém. E é muito, muito triste ver uma paixão se autodestruir na nossa vida.

Costumamos perder muitos ídolos durante a vida. Eu cresci amando a Xuxa. Lutei até o último momento por ela. Não deu. Chegou num ponto que não tinha mais ninguém para esconder de mim o seu passado sórdido. Arrematei, então, o Renato Russo no final da carreira. Tentei ir ao show no Gigantinho, mas meus pais não deixaram. Era o último show. Um dia, na volta de escola, recebi a notícia de sua morte. A primeira morte que senti na vida. Quem disse que os ídolos não fazem parte do nosso crescimento? Parti, em atitude desesperada, para os ídolos que já vinham mortos. James Dean, eternamente fumando o seu cigarro de cantinho. Audrey Hepburn, perfeita. Terrenos totalmente seguros para eu descarregar os meus sólidos sentimentos.

Fui por esse caminho até me apaixonar de verdade. Por gente de carne e osso. Gente que erra e aprende e que erra e ensina. Que é cheia de defeitos que não consegue nem quer esconder. Que tropeça pela vida mais que a Britney no VMA. E mesmo assim consegue fazer eu me apaixonar. E machucar. E disfarçar. E lamber as feridas. E levantar. E seguir. E até curar.

Não por falsa por bondade e sim, porque vale a pena. Porque realmente vale a pena.

Ídolo é isso mesmo: a maluquice de cada um. Mas, por via das dúvidas, aposto na Sandy, sempre na Sandy, a menina de voz linda que vi crescer, que me consola quando preciso despejar cantando bem alto meus sentimentos bobos de dor e amor, que me faz companhia quando o ônibus parece o lugar cheio mais vazio que há no mundo e que até hoje nunca me decepcionou.

8.9.07

que sem graça chegar em casa e ninguém vir abanando o rabinho.
não se nasce mulher, torna-se mulher [simone de beauvoir]